O MEIO AMBIENTE É A GENTE QUEM FAZ
CENÁRIO: sala de aula com carteiras, cadeiras e porta lateral à direita.
PERSONAGENS: Professora, Maria, José. Zé Pequeno e mais 10 alunos organizados em fila.
Professora: Bom dia, alunos! Hoje eu preparei uma aula diferente para vocês e por isso eu quero que prestem bastante atenção! Na nossa aula de História de hoje teremos convidados para um debate. Convidei uma família do assentamento para conversar com vocês e explicar como tiram o sustento de suas terras sem prejudicar o meio ambiente. Vocês, é claro, poderão fazer quantas perguntas julgarem necessário. Por favor, que entrem seu Zé e sua esposa, D. Maria.
Maria: Bom dia, gente. Meu nome é Maria e este é meu esposo, José. Nós viemos aqui pra vocês perguntarem tudo o que vocês quiserem. Sobre o assentamento, o sustento e o meio ambiente, é claro.
Aluno 1: (Marcelo): Eu queria fazer uma pergunta.
Maria: Pode perguntar!
Aluno 1: Não, não é pra vocês, não. É pro menino. Qual é o teu nome?
Menino: (Gabriel): Zé pequeno.
Aluno 1 (Marcelo): É só esse filho que vocês têm?
Maria: Não. Na verdade, nóis tem é dezoito. Sete tão com a minha mãe, os outros sete com a mãe do José, três já são grande e sabem se virar sozinhos, por isso é que saíram de casa. E o Zé Pequeno, eu mora com a gente.
Marcelo: Vocês não têm vergonha não?
Maria: Temo, uai! O José e eu somos casados.
Aluno 1: Vocês não têm televisão, não?
Maria: Temo também, mas é que os intervalos são muito compridos e de vez em quando falta energia. Mas, vamos mudar de assunto, vamos!
Aluna 2: Qual é a principal forma de sustento aqui do assentamento? E o que vocês mais produzem no sítio de vocês?
José: o sustento de todos aqui é o leite, basicamente isso. Tem gente que faz queijo mussarela também, que é derivado do laticínio.
Maria: ah, meu veio! Nem fala em queijo.
José: E lá no nosso ranchinho, nós plantamos os produzimos, além do leito, quiabo e mandioca.
Aluno 3: Todos plantam mandioca, como vocês, ou só algumas famílias?
José: ah, não! Verdura o povo não planta não, né, fala que não dá.
Aluno 3: É eu concordo com eles. Se não plantar, não dá mesmo, né. Agora, se plantar, quem sabe...!
Maria: É, meu veio, se depender de você, não dá mesmo. Se não fosse eu lá em casa... É que meu marido tem uma doença grave que o impossibilita de trabalhar.
Aluno 1: É mesmo? O que ele tem?
Maria: Preguiça, né veio. Nunca vi igual. Mas aí eu planto e tudo fica bem.
Aluno 4: E o meio ambiente? Como é que vocês protegem a terra de vocês?
Aluno 5: Lá na terra de vocês tem reserva? A lei diz que toda propriedade deve ter uma área de 20% destinada para reserva ambiental. Vocês tem?
Maria: Vocês sabem que o assentamento é dividido em lotes, né. Aí, pra ninguém mexer, a reserva de todos fica num lote só.
Aluno 5: Essa idéia é bem interessante!
Aluno 4: E como vocês protegem o solo de vocês, o lote de vocês?
José: Ah, nós não fazemos queimadas. A grama que cortamos, usamos como adubo orgânico em redor das árvores; os restos de comida são enterrados num buraco...
Maria: E as vacas de leite vivem mudando de pastagem, que é pro solo poder se recuperar de novo. E nós também evitamos o desperdício de água, as lâmpadas nunca ficam ligadas à toa.
Aluno 4: Entendi. Lá em casa também, o pai vive dizendo que a gente tem que cuidar, que esse calorão que ta fazendo ultimamente é porque as pessoas já destruíram demais o meio ambiente.
Aluno 6: E a diversão de vocês, como que é? Só televisão com intervalos compridos?
Maria: A nossa principal forma de lazer são os jogos, sabe? E tem os bailes também, né meu velho. Eu mesmo, não perco um.
José: Nós temos até uma dupla de músicos aqui na região. E são bons, viu!
Aluno 7: E qual é o nome deles?
Maria: Miro e Valdete.
Aluno 8: aqui na região eles são conhecidos como os famosos Sandy e Junior.
Maria: isso mesmo.
Aluno 9: E o que vocês acham da escola?
Aluno 10: Tem alguma coisa pra reclamar?
Maria: Não, claro eu não, menino. Você gostava de ir para aquela escola que ficava uns 80 km longe daqui?
José: Agora não é, assim, pertinho né. Mas a escola foi uma benção, “bão demais sô!”, porque agora é mais pertinho do que era antes e vocês não cansam tanto quanto cansavam antes.
Aluno 9: É, tio, e a comida também é “mió”.
Aluno 10: Mas “Ocêis! Não “tão puxando o saco, não”?
Maria: Menino, larga mão de ser bobo. Doze, dos meus dezoito filhos, estudam aqui e eles gostam demais.
Professora: E qual é o conselho que vocês dão pra eles, sobre o meio ambiente?
José: Que vocês cuidem bem da terra, da água e do ar, evitando botar fogo em qualquer coisa e cuidando bem dos animais. Vocês sabem que o futuro de vocês depende do presente.
Professora: A nossa conversa está muito boa, mas nosso horário de aula está acabando. Usem aqui na escola e na casa de vocês o que vocês aprenderam hoje.
Maria: Desculpe, professora, mas os alunos poderiam chegar em casa e falar para os pais fazerem igual a gente faz lá no sítio. Sabe as folhas que caem das árvores? Os pais de vocês queimam, né? Falem pra eles varrerem as folhas pra debaixo das árvores que elas servem de adubo também.
Zé Pequeno (puxando o pai pela bermuda); “Paiê, vamo embora pra casa que meus irmão tão chegando e eu quero brincá com eles”
Professora: É isso aí. E não joguem lixo no chão, mantendo a casa limpa como vocês estão cuidando da sala.
IMPROVISO
CENÁRIO
1º ato: um escritório de uma madeireira. (escrivaninha, telefone, caderno e caneta);
2º ato: motosserra, folha de sulfite cheia de carimbos;
3º ato: viatura, algema, caminhão;
4º ato: sala de interrogatório.
5º ato: de volta ao escritório
PERSONAGENS: Topera, Zé, secretária, caminhoneiro doidão, Xurupita, Zé Firmino, narradora, policial 1 e policial 2.
Ato 1
Zé (para a secretária): quero falar com topeira.
Secretária: o senhor tem hora marcada?
Zé: Não. Com ele eu não preciso marcar hora. Somos companheiros de longa data e temos um assunto muito importante e urgente.
Secretária: aguarde um instante que eu vou confirmar. (pelo telefone) Chefe, aqui na minha frente tem um homem que diz se chamar Zé e que é seu amigo e que tem um assunto importante.
Topera (autoritário): Ta esperando o quê? Manda ele entrar logo.
Zé: E aí cara, beleza?
Topera: Fala, mano! Quais são as novidades?
Zé: Tem uma mata aí, cara, dentro de um parque municipal, que é protegida pela Polícia Ambiental e Lei Federal, é vigiada dia e noite. Tem até campanha de preservação na imprensa.
Topera: Tem licença?
Zé: Que licença, cara. Deu mole? Você sabe que “nóis não precisa” de licença. A licença é “nóis que faiz”.
Topera: Sei não. A ambiental é fogo. Simbora, mano, qualquer coisa, a gente “molha” a mão dos “home”.”Vamo caí denro”.
Zé: Então liga pr’aquele seu amigo, o caminhoneiro doidão.
Doidão (atendendo o telefone em outro lado do cenário): alô! Quem é?
Topera: sou eu, topeira. Tenho um negócio bão pra você!
Doidão: E aí, mano! Beleza, mano!
Topera: Pra ficar bão vai depender de você.
Doidão: fala, parceiro. O que você quer?
Topera: Preciso que você faça um frete pra mim. “frio”, sabe, mas a grana que vem depois é boa. Conto contigo?
Doidão: oh, mano, nunca te disse não. Vamos lá!
Ato 2
Narrador: Topera e Zé se dirigem para o parque municipal, de posse de uma motosserra. Mal chegam no local e já começam a desmatar. Nisso chegam Zé Firmino e Xurupita.
Zé Firmino: o doidinho do cabelo ruim, pode ir parand por aí, essa mata é protegida por lei.
Topera: Olha aí, Zé, protegida por lei.
Zé: E onde está a documentação que prova esse bagulho de legalidade?
Xurupita (entregando um folha): é esta aí. Podem ler e conferir.
Zé: No meu ponto de vista isso aqui é só um papel. A gente não liga pra isso não e vamos continuar desmatando com ou sem a aprovação de vocês.
Topera: Você é analfabeto, cara! Ou cego? Será que você não viu o tamanho da multa que tem aqui?
Zé: tá bom, cara. A gente vasa com a madeira que já tem.
Ato 3
Narradora: Zé firmino e Xurupita ligaram para a polícia, de forma anônima. Passaram a marca e a placa do caminhão, com a cor e tudo. Doidão foi embora o mais rápido que pode, mas a polícia o parou na estrada.
Policial: Boa tarde, cidadão!
Doidão: Boa tarde, autoridade!
Policial: Posso ver a documentação? A sua, a do veículo e a da carga?
Doidão: Só tenho a minha: RG e CNH. As documentação do caminhão e da carga, na pressa, esqueci.
Policial: Neste caso, o senhor está preso. Depois o senhor conta pro delegado quem é o dono da mercadoria. Conta também que a origem é um parque municipal e o destino é o comércio clandestino.
Doidão: O senhor não pode fazer isso, eu tenho filhos, esposa, sou pai de família.
Policial: Pensasse nisso antes.
Doidão: De que vocês estão me acusando?
Policial: crime ambiental de tráfico de madeira clandestina, falta de documentação fiscal e pessoal, etc..
Ato 4
Narrador: Os policiais levaram doidão para a cadeira e o interrogaram.
Policial: quem é o mandante desta quadrilha?
Doidão: Nós somos em quatro pessoas trabalhando em conjunto. Mas eu não vou dizer quem são os outros não.
Policial: E vai ficar preso sozinho, enquanto os outros continuam em liberdade, com a família e os amigos dele? Se não quiser falar, dê ao menos os endereços que a gente vai à busca.
Doidão: Rua dos Camundongos e Roedores, número “sem”, edifício Judas.
Ato 5
Narradora: Os policiais chegam na madeireira e anunciam a voz de prisão.
Policiais: Parados, parados, não corram, não se mexam, vocês estão presos! Mãos pra cima, cidadão, mãos pra cima!
Topera: Se quando a gente derruba árvores aroeira, no meio da nossa terra, a gente corre o risco de ser preso, imagina num parque?! A gente deu bobeira!
Narradora: É isso o que acontece quando gente “inlegais” tentam fazer coisas ilegais!
VIVENDO NA DESUNIÃO
Narrador: hoje, por meio deste teatro, vamos falar um pouco sobre a vida no Assentamento Aroeira. Em uma manhã de sexta-feira, os amigos Tiririca, Himais, Filismeu, Jurubela e Himenos conversam durante a entrega do leite no resfriador.
Himais: bom dia! “Ocêis tão bão”?
Filismeu: “mió impossíve!”
Tiririca: sabe como é, a gente vai levando como pode.
Jurubeba: cara, hoje eu levantei numa “priguiça” danada!
Filismeu: de novo, todo dia! (Jurubeba fica pensativo).
Himais: mudando de prosa, “ocêis vai no” baile?
Tiririca: que baile?
Filismeu: eu vou, sim. Vai ser lá na sede.
Tiririca: Opa! “Então é nóis que vai, ué!”
Himenos: mas quem é que vai tocar?
Himais: “To” sabendo que vai “sê” o Tico Sanfoneiro.
Himenos. Ah, ta. O cara é bom, só toca bailão animado.
Narrador: os compadres voltam para suas casas e comentam o fato com suas esposas, divulgando o grande evento da região.
Tiririca: “Muié”, você não sabe da “maió”.
Florisbela: quem morreu?
Tiririca: o “menó”, irmão do “maió”.
Florisbela: deixa de ser besta, homem!
Tiririca: brincadeirinha, muié! É que vai ter um bailão na região.
Florisbela: (risos) e nóis vai né?
Tiririca; opa! Ocê dexa guri com a Josefina!
Florisbela: porque você não diz logo que é com minha mãe?
Tiririca: é, uai!
Florisbela: eu levo, mas fique sabendo que ele vai ficar amarrado lá.
Narrador: para que vocês entendam, a vó do guri deixa ele amarrado, para que não pule dentro do poço, que é fundo e bem perigoso. Mudando de assunto: na manhã seguinte, os amigos, bem empolgados, falam de novo do baile.
Filismeu: Bom dia!
Jurubeba: Bom dia! (sai rapidamente).
Bartolomeu: Ué! O que ta acontecendo com esse povo, que ta tão apressado.
Filismeu: ocê não sabe não. Hoje o pessoal ta todo apressado, por causa do baile.
Bartolomeu: hum!!!
Himais: Esse baile eu não perco por nada.
Bartolomeu: então tá, né! Tchau “pro cêis”, que eu também vô nesse baile.
Todos: tchau!!!
Narrador: durante o dia as pessoas começam a se preparar para o evento que acontecerá a partir do anoitecer.
(todos se arrumam)
Narrador: Nisso Jacira e seu marido Jurubeba vão até a casa de Dona Clotilde para ir à festa juntos.
Jacira: nossa! Mas como você ta danada de bonita, sô!
Clotilde: ai! Gostou?
Jurubeba: Ficou bão dimais da conta sô!
Jacira: Homem, se aprume! Você já tem o teu rabo de saia.
Jurubeba: Vamu, vamu! Pra mode de nóis não perder esse baile.
(BAILE: DANÇA, RISOS, TICO SANFONEIRO TOCANDO, MÚSICA AGITADA).
Narrador: nisso o padre que está presente na festa, já meio tonto de uma bebedinha que provou, comenta:
Padre: Himenos, quero que você avise pro pessoal sobre a missa de amanhã. Você avisa?
Hímenos: claro, deixa comigo, que já vou sair avisando.
(Aviso)
Florentina: Homi, isso aqui ta bão demais da conta sô!
Himaus: tá memo heim! Se amanhã tivesse de novo eu ia outra vez.
Narrador: nisso o baile vai passando e vai ficando cada vez mais tarde. O padre faz tempo que se retirou. (FESTA...DANÇA...RISOS) Então a festa acaba e todos, com muito sono e cansados, voltam para suas casas.
(tempo) (fechar cortina)
Narrador: No dia seguinte quase ninguém acorda cedo, é provável que poucos se encontraram na entrega do leite.
Filismeu: ô cumpade, o que foi?
Jurubeba: a festa e a ressaca continuam, cumpadi. (Filismeu balança a cabeça e sai).
Narrador: Em sua casa, Filismeu comenta com sua mulher.
Filismeu: è, mulher! Hoje a igreja vai estar cheia.
Raimunda: que bom, meu marido.
Filismeu: Vai estar cheiinha. De vento e de mosquito. (risos).
Raimunda: por que ocê dis isso?
Filismeu: o povo ta é bebendo em vez de falar em ir à missa.
Raimunda: deixa o povo pra lá. Vamos à missa, nós, fazer a nossa parte.
Narrador: chegando à igreja, já se podia perceber que Filismeu estava com razão ao dizer que não haveria ninguém na missa.
Himenos: Uai! Cadê o povo. Ninguém veio à missa não?
Bartolomeu: Pois é, hoje em dia as pessoas não tem mais fé em Deus.
Narrador: Nessa hora o padre chega para a missa. O seu carro é de dar inveja em qualquer um.
Padre: Bom dia, irmãos... Bom dia, irmãos... bom dia, irmãos! Psiu! Psiu!
Himenos: nossa, padre. Seu carro é danado de bonito.
Padre: pode olhar à vontade, filho. Mas não olha muito não que é pra não acontecer de estragar a pintura, esse carro custou uma fortuna.
Bartolomeu: é chique mesmo.
Padre: Mas, mudando de assunto e parando com as gracinhas, onde estão os fiéis?
Bartolomeu: Ih, padre! Eu acho que muitos nem ficou sabendo da missa.
Himenos: Como não? Eu avisei pra todo o pessoal.
Raimunda: meu marido disse que o povo tava todo bebendo. Eu acho que é por isso que não veio ninguém.
Padre: (sermão): Caríssimos irmãos, filhos amados do pai celestial. As passagens lida na Escritura Sagrada nesta manhã nos revelam alguns momentos da vida de Cristo e de todo o Seu Ministério. Observamos que a maior preocupação de Jesus, enquanto homem, não eram as coisas do mundo, mas sim a necessidade de fazer com qu as pessoas acreditassem e confiassem em Deus. O ministério de Cristo vai terminar com a sua crucificação, sua morte na Cruz e sua ressurreição três dias depois. Irmãos, não esqueçam que Cristo morreu na cruz por cada um de vocês. Vamos aproveitar esse período de Quaresma, então, para refletir na seguinte pergunta: que faço eu por Cristo? Eu creio no seu sacrifício? Eu tenho fé? Eu falo no seu sacrifício? Eu escuto quando falo do seu sacrifício? Eu tenho tempo para aceitar o sacrifício de Jesus? Caríssimos irmãos, não esqueçam que o fato de sabermos da existência de Jesus não nos leva para o céu. É necessário ter fé, é necessário acreditar, confiar, deixar Deus agir em nossas vidas. Vão em paz, meus filhos, na certeza de que Deus aceita o pecador arrependido. Foi por você, pecador arrependido, que ele morreu na cruz. Amém!
(pessoas trabalhando)
Narrador: ao decorrer da semana, a escola manda um bilhete para os pais.
Jerundinho: mãe, a escola mandou um bilhete.
Clotilde: O que você aprontou desta vez, Jerundinho?
Jerundinho: não fiz nada não, mãe. Só quebrei o vidro da escola.
Clotilde: ah, só isso! Não vou nem perder meu tempo indo nessa reunião.
Jerundinho: a senhora que sabe.
Narrador: enquanto isso, na casa do Himaus, também chega um bilhete da escola.
Catateu: mãe, chegou um bilhete da escola.
Florentina: Xii, minha Nossa Senhora da Carriola! Eu nunca fui nessa escola.
Himais: É mesmo. Mas desta vez teremos que dar um jeito de ir.
Florentina: é mesmo, afinal de contas, a gente precisa ficar atento na educação dos nossos filhos. Amanhã, bem cedinho, vamos dar um jeito de apanhar uma carrona.
Narrador: Como eles não conseguiram carrona, foram a pé mesmo. Na escola, foram recebidos pelo professor Carabina.
(Obs.: as alterações de ortografia e conteúdo ocorrerão após esta publicação)
professores que ccordenaram esta atividade: Ana Maria LAurindo Lorenzon, Cleonice Schlieck, Flávio Antonio de Almeida e Paulo Gatto Junior.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Projeto da gincana cultural
Introdução
A escola do campo se caracteriza como um espaço cultural com atividades que se adequam à realidade dos alunos e,ao mesmo tempo, obedeçam às normas estabelecidas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), nos Referenciais Curriculares e nos documentos das Secretarias Municipal e Estadual de Educação. A Escola Cem Aroeira, por sua vez, atende sua clientela em período integral, com turmas multisseriadas, por meio da parceria entre a parceria e o estado de Mato Grosso do Sul.
Problema
Os professores novos precisam conhecer os sistemas da escola para adaptar-se a ela. Além do mais, nesta primeira semana, as escolas, em geral, costumam realizar atividades diferentes para entrosar seus alunos.
Justificativa
Os professores precisam conhecer a realidade da escola, o perfil social dos alunos e o padrão comportamental local para só então iniciar suas atividades. Por outro lado, é necessário estabelecer laços entre os docentes e os discentes para que o projeto ensino-aprendizagem seja apoiado no amor e no respeito, e não na obrigação, como é comum ocorrer nas escolas urbanas, pelo menos em casos específicos em que os alunos comparecem à unidade de ensino somente mediante ordens judiciais.
O processo ensino-aprendizagem caracteriza-se por oferecer ao aluno situações em que ele possa aumentar o seu conhecimento, partindo do pressuposto de que nenhum discente é tabula rasa, isto é, um cérebro vazio de conhecimento. É necessário um momento para que os professores possam avaliar o ponto a partir de onde poderão iniciar seus trabalhos.
Objetivo geral
Desenvolver atividades pedagógicas que permitam a interação entre professores e alunos.
Objetivos específicos
Conhecer as características da comunidade local;
Fortalecer a relação afetiva entre discentes e docentes;
Permitir aos alunos que se fortaleçam enquanto grupo;
Observar quais habilidades dos alunos podem ser exploradas pelos professores para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
Revisão bibliográfica
A palavra didática ou didáctica se pode traduzir como arte ou técnica de ensinar. A didática é a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. A didática estuda os processos de ensino e aprendizagem. O educador Jan Amos Komenský, mais conhecido por Comenius, é reconhecido como o pai da didática moderna, e um dos maiores educadores do século XVII. Os elementos da ação didática são: professor, aluno, a disciplina (matéria ou conteúdo) e o contexto da aprendizagem, além do objetivo de efetivar a aprendizagem dos alunos.
Teóricos como Paulo Freire e Carlos Rodrigues Brandão defendem que o currículo da escola deve englobar metodologias que permitam a desinibição dos alunos, evitem a disperção do raciocínio, garantam a socialização e a busca de soluções para os problemas reais da comundade local.
Ao estudar a educação no mundo, Brandão considera que a educação sempre obedeceu aos critérios de interesse do próprio grupo onde se inseria. Os gregos, or exemplo, valorizavam o corpo e a razão; os romanos consideravam como essencial o preparo para as guerras; os povos primitivos, por meio da tradição oral, transmitiam seus conhecimentos sobre a moral e os valores adultos às suas crianças; e os egípcios valorizavam a agricultura e o aproveitamento das águas do Rio Nilo.
Nossa comunidade, nesse sentido, necessita rever valores sobre agricultura, meio ambiente e acesso à valores urbanos que a distância da escola do campo não possibilitam.
Metodologia
Desenvolver atividades de gincana que obedeçam aos seguintes passos:
1) divisão dos alunos em três equipes de forma que cada grupo contenha alunos de todos os anos;
2) escolha da liderança e do nome cultural da equipe;
3) produção de cartazes que abordem a importância do ensino e da comunidade;
4) atividades que permitam o desenvolvimento de atividades motoras;
5) entrevista com membros da comunidade;
6) produção de textos narrativo;
7) interpretação de textos;
8) expressões numéricas;
9) prova de conhecimentos gerais;
10) atividades esportivas;
11) premiação.
Cronograma
O projeto será desenvolvido durante as aulas dos dias 08, 09 e 10 de Fevereiro de 2010.
Orçamento
Para o pleno desenvolvimento do projeto, serão necessários recursos materiais e humanos, a seguir descriminados:
Recursos humanos: professores, alunos, motoristas do transporte escolar, merendeiras, equipe da limpeza e membros da comunidade local.
Recursos materiais: TNT, pincel atômico, giz, balão, carteiras, cadeiras, aparelho de som e kit escolares básicos, tais como caderno, lápis, etc..
Assim sendo, observa-se que os recursos materiais e humanos encontram-se disponíveis na escola, não sendo necessário qualquer investimento extra para a realização das atividades.
Referências bibliográficas
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. Brasiliense: Rio de Janeiro, 1981.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa Editora Paz e Terra. Coleção Saberes. 1996 36ª Edição.
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO. PCN’S – Parâmetros Curriculares Nacionais.
SED. Referenciais Curriculares para o Estado de Mato Grosso do Sul.
Ana Maria Laurindo Lorenzon – professora
Cleonice Schlieck – professora
Flávio Antonio de Almeida – professor
Paulo Gatto Junior - professor
Relatório
As atividades realizadas para o desenvolvimento alcançaram os objetivos propostos e superaram as expectativas de alunos e professores. Além de permitir aos professores avaliar as aprendizagens dos alunos e o ponto de onde poderão iniciar as atividades pedagógicas do ano letivo de 2010 e fortalecer a integração já existentes entre os alunos.
As fotos produzidas durante o desenvolvimento do projeto serão postadas no blog da escola, ainda a ser criado.
Além disso, durante as atividades de produção de paródia, os alunos criaram, por meio do conhecimento, uma situação que levou o professor Flávio a comentar sobre uma fundação, em Coxim, que trata da biografia e da obra de Zacarias Mourão. Após a abordagem do professor, e dado o grande interesse dos alunos, foi proposta a realização do Projeto Coxim, a ser apresentado à direção das Escola Cem Aroeira e Estadual Jorge Amado em data posterior.
Outro resultado importante foi o início da produção de um livro de teatros, com peças a ser escritas e encenadas pelos próprios alunos. Este projeto, contudo, só será concluído no final do ano ou dos anos posteriores. As três primeiras peças já foram escritas e serão apresentadas às famílias a partir do mês de abril.
De igual importância foi a idéia de se criar um hino local, escrito para a comunidade e com informações acerca da comunidade.
Outra descoberta dói a descoberta da capacidade de criação (e criatividade) dos alunos, os quais estão reutilizando muitos materiais já descartados para a confecção do cenário para as apresentações teatrais, bem como na confecção de cartazes que falam sobre a comunidade, desde o início até o momento atual, e da importância da construção da escola no desenvolvimento local.
Por último, pode-se acrescentar que alunos, professores e membros da comunidade aumentaram seus conhecimentos no que se refere ao grupo local.
Questionário da gincana
1. De acordo com a classificação econômica, como são classificadas as paisagens?
2. Chapadão do Sul constantemente muda o tipo de economia, embora não deixe de ser agrícola. Qual a atividade mais recente no setor econômico do nosso município?
3. A Terra está sujeita a diferentes modos de acomodação de placas tectônicas. O último acomodamento de placas levou a um tragédia. O que foi que aconteceu e onde?
4. Os políticos vivem momentos políticos importantes com a participação do povo. Já tivemos presidente da república que teve que fugir do país e presidente cassado. Entre os anos de 1900 e 1950, teve um presidente que entrou para a história por ter se suicidado. Quem foi ele?
5. A raiz quadrada de 9 é?
6. Qual é a unidade estrutural da matéria?
7. Qual é a maior célula que existe?
8. Qual é o valor do phi?
9. Qual é o resultado da multiplicação 8X9?
10. O corpo humano é dividido em quantas partes e quais são elas?
11. Qual a relação entre o nome da cidade de Inocência e a literatura brasileira?
12. Como se escreve a palavra exceção?
13. De um exemplo de variação lingüística.
14. Quais são os estados físicos da água?
15. Qual é o valor da expressão 5-3:2?
16. Qual o adjetivo pátrio dado ao cidadão nascido em Salvador? E na Bahia?
17. O narrador que, ao contar uma história, é também personagem, é chamado de narrador-personagem. Quando o narrador apenas narra fatos que tomou conhecimento por outras pessoas, mas ele mesmo não é personagem, recebe outro nome. Como se chama esse narrador?
EQUIPE LARANJA = A MATO-GROSSENSE (ZACARIAS MOURÃO)
Vim conhecer o belo Mato Grosso
Aqui encontrei meu primeiro amor
Sinceramente, o que me deixa triste
É viver longe desta linda flor.
Essa morena tem cor de jambo
É fascinante até no andar
Quando eu me lembro da mato-grossense
Meus olhos ficam querendo chorar
Bate, bate, coração
Vai batendo sem cessar.
Maltratando um peito amigo
Já cansado de chorar.
Não posso esquecer, não posso.
Não posso esquecer assim.
Foi na sombra de um pé de cedro
Que ela jurou pra mim.
Vai, vai cantando saudade
Cancioneiro do meu coração.
Lá em Coxim ficarei te esperando
Para a festa da eterna união.
PARÓDIA = A bela Aroeira
Vim conhecer a Bela Aroeira
Aqui chegando que decepção!
O povo era todo desunido
Desse jeito não ia dar mais não.
Essa terra de um povo bonito
Bem que podia ter mais união.
O que faltava? Apenas ser amigos
Ajudar a todos de coração.
Vamos, vamos, Aroeira
Rumo ao desenvolvimento
O progresso não espera
Vamos! Ande! Fique atento!
Não posso esquecer, não posso.
Como a coisa aqui mudou.
O povo virou amigo
E todos irmão “ficou”.
EQUIPE VERDE = Música
Por causa de você não uso mais batom,
Rasguei meu short curto, diminuí meu tom,
Troquei os meus amigos por alguém que só me arrasa,
Por causa de você não posso mais entrar em casa,
Por causa de você perdi minha liberdade
Te entreguei minha vida, só fiz tua vontade
Briguei com o mundo, eu larguei tudo,
Não olhei para traz, agora vem você dizendo que não quer mais.
E não é pra chorar
E não é por você
E não é pra chorar
Quando alguém não sabe amar
Sinceramente eu não sei
Sinceramente já pensei
Sinceramente já tentei
Pra que ter um coração
Paródia
Por causa de você “tô” fazendo regime,
Não como chocolate, nem meu sanduíche,
Por causa de você briguei com a balança
Diminuí minha pança, briguei com o mundo, eu larguei tudo,
Não pensei que isso fosse demais!
E isso é pra acabar
É ou não é pra acabar?
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