terça-feira, 24 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nossa historia
Escola Cem Aroeira
A escola Cem Aroeira tem suas raízes na pequena escolinha chamada de Lagoinha que foi criada no ano seguinte a emancipação do município de Chapadão do Sul em 1987.
A região é distante do município 90 km, sendo considerada de difícil acesso. A escola atendia do pré a 4º ano e os alunos de 5º ao 9º ano eram transportados para o distrito de Indaiá do Sul que pertence á Cassilândia e os de ensino médio iam para Chapadão do Sul, saindo as 9hs e retornando as partir da 23 hs. Como eles costumavam dizer eram estudantes bóias frias.
Em 2003 conversando com alguns pais sobre as dificuldades que eles estavam tendo no aprendizado, disse a eles que poderia ser criada uma escola em que os professores é que iriam até eles, seria a concentração de todas as escolinhas da região em uma única unidade escolar e a partir daí passaram a reivindicar junto a prefeitura municipal a implantação dessa idéia, pois estava sendo feito o assentamento de 70 famílias na região do Aroeira.
Em 2006 foi inaugurada a escola dos sonhos, com atendimento do pré ao ensino médio. A educação fundamental com direção municipal e o ensino médio sob a direção estadual em parceria com a Escola Estadual Jorge Amado.
A escola iniciou com 118 alunos e tem mantido a media de 125 alunos nos últimos anos, conta com 07 professores, sendo 03 habilitados para os ensinos fundamentais e residentes no próprio assentamento e 04 habilitados para as áreas especificas e que vão semanalmente para o assentamento.
A unidade escolar funciona com horário diferenciado sendo que atende os alunos do 6º ao 9º e as três séries do ensino médio em uma semana de três dias e outra semana de dois dias com dez aulas diárias e atende os alunos de pré ao 5º ano em semana de dois dias e outra de três dias, desse modo os alunos não se cansam muito com o transporte, pois alguns residem a mais de 40 km da unidade escolar e ainda podem ajudar os pais nos dias livres, na lida do campo.
A escola atende alunos do município de Chapadão do Sul e Cassilândia .
Em 2009 foi instalada internet via satélite pelo programa Gesac, do governo Federal em parceria com a prefeitura municipal, o que facilitou e incentivou mais nossos alunos a freqüentarem a escola, pois com dizem estão interligados ao mundo.
A Escola Cem Aroeira é uma escola rural muito bem estrutura, com ótimo aproveitamento e que tem boa interação com o meio urbano e que sonha um dia se tornar uma Escola Técnica Agrícola.
A escola Cem Aroeira tem suas raízes na pequena escolinha chamada de Lagoinha que foi criada no ano seguinte a emancipação do município de Chapadão do Sul em 1987.
A região é distante do município 90 km, sendo considerada de difícil acesso. A escola atendia do pré a 4º ano e os alunos de 5º ao 9º ano eram transportados para o distrito de Indaiá do Sul que pertence á Cassilândia e os de ensino médio iam para Chapadão do Sul, saindo as 9hs e retornando as partir da 23 hs. Como eles costumavam dizer eram estudantes bóias frias.
Em 2003 conversando com alguns pais sobre as dificuldades que eles estavam tendo no aprendizado, disse a eles que poderia ser criada uma escola em que os professores é que iriam até eles, seria a concentração de todas as escolinhas da região em uma única unidade escolar e a partir daí passaram a reivindicar junto a prefeitura municipal a implantação dessa idéia, pois estava sendo feito o assentamento de 70 famílias na região do Aroeira.
Em 2006 foi inaugurada a escola dos sonhos, com atendimento do pré ao ensino médio. A educação fundamental com direção municipal e o ensino médio sob a direção estadual em parceria com a Escola Estadual Jorge Amado.
A escola iniciou com 118 alunos e tem mantido a media de 125 alunos nos últimos anos, conta com 07 professores, sendo 03 habilitados para os ensinos fundamentais e residentes no próprio assentamento e 04 habilitados para as áreas especificas e que vão semanalmente para o assentamento.
A unidade escolar funciona com horário diferenciado sendo que atende os alunos do 6º ao 9º e as três séries do ensino médio em uma semana de três dias e outra semana de dois dias com dez aulas diárias e atende os alunos de pré ao 5º ano em semana de dois dias e outra de três dias, desse modo os alunos não se cansam muito com o transporte, pois alguns residem a mais de 40 km da unidade escolar e ainda podem ajudar os pais nos dias livres, na lida do campo.
A escola atende alunos do município de Chapadão do Sul e Cassilândia .
Em 2009 foi instalada internet via satélite pelo programa Gesac, do governo Federal em parceria com a prefeitura municipal, o que facilitou e incentivou mais nossos alunos a freqüentarem a escola, pois com dizem estão interligados ao mundo.
A Escola Cem Aroeira é uma escola rural muito bem estrutura, com ótimo aproveitamento e que tem boa interação com o meio urbano e que sonha um dia se tornar uma Escola Técnica Agrícola.
Caso: Os tambores da Figueira
O primeiro dono da fazenda Aroeira foi o caboclo Valerio que dizia haver um capetinha no pé da figueira, e que esta ficava observando e chamando-o a todo instante e que dava até voltas pelas fazendas ao redores, passando pela fazenda do meu pai , Joaquim Mariano. Logo o caboclo vendeu a fazenda para Florizio Pinheiro que logo passou adiante para o Dr Jales Torres que logo veio a falecer e deixou a fazenda par seu filho Aid Torres e este colocou na cabeça que havia um tesouro enterrado no pé da figueira e começou a cavar, cavou por varios dias na procura do tal ouro e como as arvores perdem a estabilidade e para ela não cair ele ia cavando e enchendo em tambores de terra para firmar as raizes. Colocou muitos tambores de 200 litros, desses de carregar oleo. Não achou ouro nenhum. Se achou não contou para ninguem.
Em 2000 ele vendeu as terras para fazer o assentamento. Quando os assentados chegaram e viram aquela baita figueira, com um enorme burraco cheio de tambores ficaram alvoroçados e ate policia esteve no local pois achavam que tinham defuntos dentro dos tambores. Tirarm uns tambores e so tinham terra. A história ate hoje é contada por ai e cada um aumenta um pedaço. Deixando as pessoas com a pulga atras da orelha pois nunca contam que os tambores foram abertos e que só tinha terra dentro.
Outras informações . Alguns alunos da escola contam de forma diferente : eles dizem que ali na figueira um pai matou a filha por causa de um pote de ouro e depois se suicidou. Dizem que toda noite a criança aparece brincando em um balanço com o seu pai. Eles contaram isso para por medo nos professores que moram a 50 m da tal figueira. Graças a Deus nunca vi nada lá.
O primeiro dono da fazenda Aroeira foi o caboclo Valerio que dizia haver um capetinha no pé da figueira, e que esta ficava observando e chamando-o a todo instante e que dava até voltas pelas fazendas ao redores, passando pela fazenda do meu pai , Joaquim Mariano. Logo o caboclo vendeu a fazenda para Florizio Pinheiro que logo passou adiante para o Dr Jales Torres que logo veio a falecer e deixou a fazenda par seu filho Aid Torres e este colocou na cabeça que havia um tesouro enterrado no pé da figueira e começou a cavar, cavou por varios dias na procura do tal ouro e como as arvores perdem a estabilidade e para ela não cair ele ia cavando e enchendo em tambores de terra para firmar as raizes. Colocou muitos tambores de 200 litros, desses de carregar oleo. Não achou ouro nenhum. Se achou não contou para ninguem.
Em 2000 ele vendeu as terras para fazer o assentamento. Quando os assentados chegaram e viram aquela baita figueira, com um enorme burraco cheio de tambores ficaram alvoroçados e ate policia esteve no local pois achavam que tinham defuntos dentro dos tambores. Tirarm uns tambores e so tinham terra. A história ate hoje é contada por ai e cada um aumenta um pedaço. Deixando as pessoas com a pulga atras da orelha pois nunca contam que os tambores foram abertos e que só tinha terra dentro.
Outras informações . Alguns alunos da escola contam de forma diferente : eles dizem que ali na figueira um pai matou a filha por causa de um pote de ouro e depois se suicidou. Dizem que toda noite a criança aparece brincando em um balanço com o seu pai. Eles contaram isso para por medo nos professores que moram a 50 m da tal figueira. Graças a Deus nunca vi nada lá.
Estorias que o povo conta
Caso: A lenda da noiva que aparece em noites de lua cheia
Seu anisio me contou que esta história de que aparece uma noiva la perto do rio Indaia e´que a muitos anos atras residiam ali um jovem casal : Otaviano e Aparecida e que tiveram duas filhas a Maria e a Marcolina.
Maria casou-se com Ordezino, tivertam um filho viviam felizes. Marcolina apaixonou-se pelo irmão do cunhado chamado de Pinidio e no grande dia do casório, foi dado uma grande festa , convidaram toda a vizinhança e lá pelas tantas Maria descobre que sua mãe estava tendo um caso com seu marido ..o tal de Ordezino. Desesperada entra no quarto e toma veneno. Quando descobriram o corpo ja estava frio.
Para muitos sua morte era um mistério, uma moça tão jovem e linda com um filho para criar tomar veneno ? Porque ? Logo em seguida o pai desesperado da um tiro na propria cabeça e a mãe se casa com o próprio genro e cria o seu neto como filho.
Desde então surgiu esta história da noiva que aparece correndo pelas pastagens da fazenda gritando o nome de seu amado que foi roubado pela sua propria mãe.
sábado, 7 de maio de 2011
Burocracia do buraco: fotos do teatro
As atrizes são as alunas Cassia (8º ano) e Monize (9º ano). Deram um show e permitiram um bom debate sobre o exercício da cidadania. Parabéns a elas!!!!!!!
Essa última aqui é a professora Cleonice, responsável pela peça.
A Burocracia do Buraco
Cidadão – Na minha rua tem um buraco.
Funcionário – Um só?
Cidadão – Bom... Na verdade tem uma porção de buracos, mas este de que eu falo não é mais um buraco.
Funcionário – O senhor está querendo me gozar?
Cidadão – (Colocando a mão no ombro do funcionário, com medo que ele vá tomar café antes de o atender.)O senhor não me entendeu!
Funcionário – (Já tomando ar de superioridade.) Entendi perfeitamente! O senhor chegou aqui dizendo quetinha um buraco.
Cidadão – Eu não. A minha rua.
Funcionário – Pois não... a sua rua. O senhor disse que tinha um buraco, depois que já não era mais buraco.Afinal, qual é o assunto? É buraco?
Cidadão – Sim, buraco. O senhor não me deixou explicar direito. Eu quis dizer que aquilo já não é mais buraco.
Funcionário – Taparam o buraco?
Cidadão – Pior... Era um buraco pequeno, (faz o gesto) enfim, um buraquinho. Foi crescendo, crescendo, agora é um buracão.
Funcionário – É o maior buraco do bairro?
Cidadão – (Orgulhoso e de peito estufado.) Modéstia à parte, não é por estar na minha presença não, mas lána redondeza não tem rua com um buraco igual ao da nossa rua.
Funcionário – É preciso acabar com essa proteção!
Cidadão – (Voltando ao ar humilde.) O senhor sabe, eu ouvi dizer que a gente deve colaborar pra “Operação-Buraco”.
Funcionário – Meu amigo, eu estou de saída. O senhor deixa aí nome e endereço.
Cidadão – Do buraco?
Funcionário – Que buraco, seu? O senhor parece tatu, só pensa em buraco. Onde já se viu buraco com endereço?
Cidadão – Mas esse de que eu falo, tem. É lá perto de casa.
Funcionário – Bem em frente à sua casa?
Cidadão – Não, senhor. O buraco é mais em cima.
Funcionário – O senhor conhece bem o buraco?
Cidadão – Se eu conheço? (Ar de superioridade) Meu amigo, desde pequenino que eu conheço. Crescemos juntos. O buraco é muito popular lá no meu bairro. Vão até inaugurar uma linha de ônibus para lá!
Funcionário – Linha de ônibus?
Cidadão – Sim, senhor: “Mauá – Buraco, Via Jacaré”.
Funcionário – Pelo jeito esse buraco acaba elegendo deputado. Só falta falar!
Cidadão – Pela idade que tem, já era para falar (...) O buraco hoje faz vinte anos!
Funcionário – Hoje??? Então vamos comemorar. (Cantam parabéns.)
(...)
Funcionário – (Abotoando o paletó.) Pois, meu amigo, tive imenso prazer em conhecê-lo. Recomende-me ao buraco. Que esta data se reproduza por muitos e muitos anos.
Cidadão – O senhor vai embora? (...) (Agarrando o outro pelo braço.) O senhor não vai sair sem me atender.
Funcionário – O senhor pensa que só o seu buraco é que interessa ao governador? Fique sabendo que buraco é que não falta! Eu já sei o que o senhor quer? (Tentando se desprender e visivelmente irritado) (...) (Aos berros.) O senhor quer é que a gente tape o buraco, não é?
Cidadão – Eu não venho pedir para tapar buraco nenhum. Eu apenas represento o comitê lá da minha rua.
(Começa a rir.)
Funcionário – E não é pra tapar o buraco?
Cidadão – Não, senhor. O comitê está estudando o problema e quer saber.
Funcionário – Saber o quê?
Cidadão – Saber oficialmente. Quer que esta nova repartição – já que é especializada em buraco – resolva.
Funcionário – Mas resolva o quê, seu chato?
Cidadão – Se o buraco que fica na nossa rua, ou é a nossa rua que fica no buraco!
(Cai o pano esburacado e os atores caem no buraco do ponto.)
(PRETA, Stanislaw Ponte. Dois amigos e um chato.
12ª. ed. São Paulo: Moderna, 1991, ps32-34.)
*** O texto original foi retirado do site http://my.opera.com/juniorflew/blog/2007/12/21/poi
**** As demais alterações são de responsabilidade das alunas que apresentaram a peça.
Funcionário – Um só?
Cidadão – Bom... Na verdade tem uma porção de buracos, mas este de que eu falo não é mais um buraco.
Funcionário – O senhor está querendo me gozar?
Cidadão – (Colocando a mão no ombro do funcionário, com medo que ele vá tomar café antes de o atender.)O senhor não me entendeu!
Funcionário – (Já tomando ar de superioridade.) Entendi perfeitamente! O senhor chegou aqui dizendo quetinha um buraco.
Cidadão – Eu não. A minha rua.
Funcionário – Pois não... a sua rua. O senhor disse que tinha um buraco, depois que já não era mais buraco.Afinal, qual é o assunto? É buraco?
Cidadão – Sim, buraco. O senhor não me deixou explicar direito. Eu quis dizer que aquilo já não é mais buraco.
Funcionário – Taparam o buraco?
Cidadão – Pior... Era um buraco pequeno, (faz o gesto) enfim, um buraquinho. Foi crescendo, crescendo, agora é um buracão.
Funcionário – É o maior buraco do bairro?
Cidadão – (Orgulhoso e de peito estufado.) Modéstia à parte, não é por estar na minha presença não, mas lána redondeza não tem rua com um buraco igual ao da nossa rua.
Funcionário – É preciso acabar com essa proteção!
Cidadão – (Voltando ao ar humilde.) O senhor sabe, eu ouvi dizer que a gente deve colaborar pra “Operação-Buraco”.
Funcionário – Meu amigo, eu estou de saída. O senhor deixa aí nome e endereço.
Cidadão – Do buraco?
Funcionário – Que buraco, seu? O senhor parece tatu, só pensa em buraco. Onde já se viu buraco com endereço?
Cidadão – Mas esse de que eu falo, tem. É lá perto de casa.
Funcionário – Bem em frente à sua casa?
Cidadão – Não, senhor. O buraco é mais em cima.
Funcionário – O senhor conhece bem o buraco?
Cidadão – Se eu conheço? (Ar de superioridade) Meu amigo, desde pequenino que eu conheço. Crescemos juntos. O buraco é muito popular lá no meu bairro. Vão até inaugurar uma linha de ônibus para lá!
Funcionário – Linha de ônibus?
Cidadão – Sim, senhor: “Mauá – Buraco, Via Jacaré”.
Funcionário – Pelo jeito esse buraco acaba elegendo deputado. Só falta falar!
Cidadão – Pela idade que tem, já era para falar (...) O buraco hoje faz vinte anos!
Funcionário – Hoje??? Então vamos comemorar. (Cantam parabéns.)
(...)
Funcionário – (Abotoando o paletó.) Pois, meu amigo, tive imenso prazer em conhecê-lo. Recomende-me ao buraco. Que esta data se reproduza por muitos e muitos anos.
Cidadão – O senhor vai embora? (...) (Agarrando o outro pelo braço.) O senhor não vai sair sem me atender.
Funcionário – O senhor pensa que só o seu buraco é que interessa ao governador? Fique sabendo que buraco é que não falta! Eu já sei o que o senhor quer? (Tentando se desprender e visivelmente irritado) (...) (Aos berros.) O senhor quer é que a gente tape o buraco, não é?
Cidadão – Eu não venho pedir para tapar buraco nenhum. Eu apenas represento o comitê lá da minha rua.
(Começa a rir.)
Funcionário – E não é pra tapar o buraco?
Cidadão – Não, senhor. O comitê está estudando o problema e quer saber.
Funcionário – Saber o quê?
Cidadão – Saber oficialmente. Quer que esta nova repartição – já que é especializada em buraco – resolva.
Funcionário – Mas resolva o quê, seu chato?
Cidadão – Se o buraco que fica na nossa rua, ou é a nossa rua que fica no buraco!
(Cai o pano esburacado e os atores caem no buraco do ponto.)
(PRETA, Stanislaw Ponte. Dois amigos e um chato.
12ª. ed. São Paulo: Moderna, 1991, ps32-34.)
*** O texto original foi retirado do site http://my.opera.com/juniorflew/blog/2007/12/21/poi
**** As demais alterações são de responsabilidade das alunas que apresentaram a peça.
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